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I Samuel 7.12

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A radioterapia é uma das ferramentas mais efetivas contra tumores cerebrais, muito sensíveis aos feixes de elétrons disparados pelo equipamento. Ao mesmo tempo em que destrói as células cancerígenas, o tratamento pode provocar perdas cognitivas nos pacientes. O efeito, que se manifesta a longo prazo e principalmente em crianças, é combatido com medicamentos que, porém, são pouco eficazes.

A solução para reparar os danos no cérebro pode estar nas células-tronco, de acordo com um estudo publicado na edição da revista Cancer research, da semana passada. “Esses efeitos colaterais são progressivos e debilitantes. Por isso, qualquer tratamento para reverter os danos deve ser perseguido”, diz ao Estado de Minas Charles Limoli, principal autor do estudo e professor de radiologia oncológica da Universidade da Califórnia, em Irvine. Limoli conta que, em 2009, sua equipe já havia conseguido sucesso em um experimento com células-tronco para recuperar a função das células danificadas, mas, agora, a tecnologia foi refinada.

Na ocasião, eles usaram células-tronco embrionárias pluripotentes, aquelas retiradas de embriões, com capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de tecido ou órgão. Mas essas estruturas são conhecidas também por provocar tumores como teratomas, formados por resíduos fetais e tecidos embrionários. Agora, Limoli voltou a aplicar células-tronco embrionárias – as adultas parecem ineficazes em tratamentos para o cérebro –, mas em um nível de especialização maior.

Essas células são neurais e, dentro do cérebro, transformam-se em neurônios e células gliais. “No estudo atual, o foco do nosso trabalho foi estabelecer o comportamento das células-tronco neurais de origem humana, transplantadas para o cérebro que passou por radiação ionizante e determinar se elas poderiam, com segurança, atenuar os danos cognitivos induzidos pela radioterapia”, diz o pesquisador.

Resultado importante

O estudo foi feito com ratos, que receberam radiação suficiente para danificar as células cerebrais. Limoli explica que não se sabe o motivo pelo qual a radioterapia danifica as funções de cognição e memória, mas uma hipótese é que os elétrons alterem a química das células nos tecidos próximos à aplicação. Dois dias depois de irradiar os feixes de elétrons nos animais, os cientistas aplicaram injeções contendo as células-tronco neurais no cérebro. Para fazer comparações posteriores, alguns dos ratos não receberam o transplante celular.

Nos quatro meses seguintes, os animais passaram por testes de cognição e memória, que verificaram a eficácia do tratamento (leia entrevista). Tanto os ratos que receberam a injeção quanto os que somente foram submetidos à radiação fizeram os testes. O primeiro grupo se saiu melhor do que o segundo em mais de 50%. Passado o período de experimentos, os cientistas analisaram os tecidos dos cérebros dos animais. Eles descobriram que as células-tronco injetadas migraram para o hipocampo, área ligada à memória e ao aprendizado, onde se formam constantemente novos neurônios.

Os exames mostraram que no primeiro e no quarto meses depois das injeções, a quantidade de células neurais aumentou 23% e 12%, respectivamente, em ambos os hemisférios cerebrais dos ratos. Isso significa que, mesmo a longo prazo, os efeitos se mantiveram. Para Limoli, esse é um tratamento promissor tanto para danos cerebrais induzidos pela radiação quanto para doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson, que também prejudicam funções do cérebro. Mas ele lembra que, antes de começar os testes em humanos, o que pode ocorrer em menos de dois anos, são necessários mais estudos que comprovem a segurança do tratamento.

Embora os ratos não tenham sofrido danos colaterais, até que a pesquisa evolua para a fase clínica é necessário entender melhor o comportamento das células neurais e as dosagens precisas das injeções. Além disso, a equipe de Limoli quer investigar qual a melhor forma de transplantar o material para o cérebro. “Laboratórios de pesquisa de todo o mundo têm trabalhado intensamente para encontrar maneiras de fazer com que as células-tronco migrem pelo tecido cerebral, se fixem no local certo e, uma vez lá, consigam sobreviver”, diz ao EM Milos Pekny, pesquisador da Universidade de Göteborg, na Suécia, que publicou um trabalho na revista Cell a respeito.

Ele descobriu que células-tronco transplantadas para o cérebro de ratos geram células neurais numerosas e maduras se uma estrutura, chamada astrocito, não for ativada. “Eles são tipos de célula do sistema nervoso central que controlam muitas funções cerebrais, incluindo a capacidade do cérebro de se autorregenerar”, explica. Quando células-tronco são transplantadas no órgão, Pekny afirma que os astrocitos são ativados, com um impacto negativo para o transplante.

Mas a equipe do cientista descobriu como manipular um gene que impede a ativação dos astrocitos depois das injeções de células-tronco. Com isso, o material injetado não sofreu alterações, e os cérebros dos ratos se regeneraram. “As pesquisas nesse sentido ainda estão começando e muito trabalho precisa ser feito. Mas é inegável que temos dado passos muito grandes na direção de beneficiar pessoas com danos cerebrais”, diz.

Entrevista
''Teste clínico em dois anos'', diz Charles Limoli (Steve Zylius/Divulgação)
''Teste clínico em dois anos'', diz Charles Limoli
Charles Limoli, esquisador da Universidade da Califórnia, em Irvine

Já que as células-tronco neurais foram capazes de reparar problemas cognitivos e de memória, essa abordagem poderia ser útil também para pacientes com doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson?
Sim. Embora nosso trabalho seja focado na interrupção da cognição provocada pela toxicidade dos tratamentos de câncer, como radioterapia ionizada ou quimioterapia, muitos pesquisadores estão explorando o uso de células-tronco para restaurar condições neurodegerativas resultantes de Alzheimer, derrames e traumas provocados por acidentes, por exemplo.

Como é possível medir o grau de cognição de um rato?
Usamos um teste chamado Reconhecimento de locais inéditos, que mede o comportamento exploratório inato dos ratos. Em resumo, os ratos são familiarizados com objetos simples colocados sobre uma superfície plana e depois reintroduzidos nesse local, mas, agora, os objetos mudaram de posição. Se o rato é esperto, então o animal vai explorar a nova localização dos objetos porque ela é diferente e mais interessante. Já se o rato tem algum problema cognitivo, por exemplo, induzido por radiação, então o animal passa menos tempo explorando o objeto no novo local.

Ainda é cedo para falar em estudos clínicos, com humanos?
Ainda precisamos elucidar os mecanismos pelos quais as células-tronco transplantadas melhoram a cognição, para definir a maneira ideal de fazer esse transplante, identificar os melhores tipos e as melhores fontes de células-tronco e, finalmente, nos assegurar da segurança desses tecidos transplantados. A segurança é a última questão em que precisamos focar antes dos testes clínicos. Esperamos que isso seja possível em menos de dois anos.

Palavra de especialista
Siddharthan Chandran, pesquisador


“O Santo Graal da medicina regenerativa é a neurologia regenerativa, mesmo reconhecendo o enorme desafio que é conseguir restabelecer a estrutura e a função dos neurônios. Embora reparar lesões do cérebro não signifique necessariamente desenvolver novamente essas funções, o reparo e o desenvolvimento são faces da mesma moeda. As células-tronco fazem essa ponte e, embora seja prematuro concluir que elas coroarão essa próxima década como a era da “reparação cerebral”, acredito que as pesquisas recentes mostram que temos muita razão para ser otimistas.”Fonte:ESTADO DE MINAS

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