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I Samuel 7.12

domingo, 17 de julho de 2011
A odontologia é um serviço prestado aos que necessitam, não uma mercadoria para colocar na prateleira para ser vendida. Sou favorável a fechar cada vez mais a propaganda para odontologia
Nessa semana ocorreu em Ponta Grossa a terceira pré-conferência do Conselho Regional de Odontologia (CRO/PR), na sede regional da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Na pauta esteve o debate em torno de alterações no Código de Ética da categoria, no qual estiveram inclusos temas como o uso de células-tronco e a aplicação de publicidade pelos cirurgiões-dentistas. O presidente do CRO/PR, Dr. Roberto Cavali, falou a respeito dessas e de outras questões, e se posicionou - as regras para publicidade devem ser mais rigorosas.
Jornal da Manhã - Quais foram os aspectos mais debatidos nas pré-conferências realizadas até o momento?
Roberto Cavali - Em primeiro lugar, a ética como um todo, no relacionamento entre profissionais e pacientes e entre profissionais e profissionais. E também no relacionamento com os profissionais da odontologia com seus auxiliares. Esses foram os pontos mais debatidos. Em segundo lugar, a questão da propaganda. Muitos gostariam que o código [de Ética da categoria] fosse mais aberto, permitindo a difusão dos produtos comercializados no consultório. Me parece não ser a opinião da maioria. A maioria acha que pode ser mantido o atual código, ou fazer com que haja até mais fechamento nessa questão. Outro aspecto é a questão dos credenciamentos a planos de saúde. Hoje o profissional da área de odontologia está credenciado a planos. No código diz que não podemos aceitar valores aviltantes. Isso é subjetivo, mas os planos nos pagam valores abaixo da tabela, o que pode ser entendido como aviltante. Em Ponta Grossa, pelo que conversei com os conselheiros, me parece que o debate seguiu o mesmo ritmo.
JM - Sobre alterações no Código de Ética da categoria, quais itens, na sua opinião, merecem alterações?
Cavali - Principalmente o relacionamento profissional X paciente. Acho que tem que deixar bem claros os direito e deveres de ambos. O paciente, como todo cidadão, conhece seus direitos. De outro lado, o outro ator participante dessa peça é o cirurgião-dentista, que também tem seus direitos e deveres. A segunda questão é a propaganda. A odontologia é um serviço prestado aos que necessitam, não uma mercadoria para colocar na prateleira para ser vendida. Sou favorável a fechar cada vez mais a propaganda para odontologia. Anunciar a clínica e os aparelhos que ela possui é uma coisa, mas anunciar cura para doenças faz parecer que o profissional está torcendo para que elas aconteçam. Não posso aceitar o anúncio de clareamento dental, se a pessoa sequer sabe se precisa. E recentemente tinha um cirurgião-dentista vendendo isso pela internet. Não tem por que mostrar um procedimento do qual as pessoas não sabem se têm necessidade. Para fazer um diagnóstico, precisa ver o paciente e examinar, em consultório. Não adianta dizer que a extração de dente custa determinado valor, se não sabe se a pessoa precisa. Isso é estar torcendo para a pessoa ter um problema.
JM - Que outros aspectos do cotidiano odontológico são tema de debate?
Cavali - Outra questão muito discutida são os transplantes. O órgão dental pode ser transplantado, e tem na sua “polpa dentária” muitas células tronco, algo que merece cuidado, porque pode existir uma comercialização indevida desse material dental. Me refiro a um material que está no “nervo” do dente, no ligamento periodontal, que une dente e gengiva. Imagine se daqui a pouco isso começar a virar comercialização, vão começar a desdentar para vender! Hoje se trabalha muito com cirurgia óssea, e o banco de ossos também precisa ser debatido, para evitar esse tipo de coisa.
JM - A odontologia de relaxamento, feita com medicamentos de combate à ansiedade e soporíferos, é uma técnica que ganha espaço?
Cavali - A odontolgoa já usa isso há bastante tempo. São maneiras de manipular e tratar o paciente. Pode ser feita de forma química ou por hipnose. Mas também com condicionamento do paciente e da forma mais natural possível, em relacionamento de confiança entre profissional e paciente. Eu defendo esse último método. É claro que há casos que necessitam meios químicos. Mas, a hipnose, por exemplo, necessita dentista habilitado. O natural mesmo é uma boa conversa, para condicionamento e confiança que o paciente venha depositar no profissional.
JM - E quais são as técnicas mais recentes em uso, ou em estudo?
Cavali - Prática com que se trabalha muito, e que há cerca de cinco anos o Conselho habilitou profissionais para realizar, é a analgesia inalatória, feita com óxido nitroso. Antes era usado muito em crianças, mas pode ser usado em adultos também. Um método químico que envolve substância para que o paciente fique muito relaxado e seja atendido com menor o estresse possível.
JM - Qual é o problema mais comum hoje entre os pacientes? A falta de escovação correta?
Cavali - O índice de cáries tem diminuído bastante no Brasil, mas ainda é item bastante elevado. A falta de escovação não é um problema, mas sim a falta de escovação correta. Às vezes é feita de maneira apressada, incorreta, e as pessoas não usam o fio dental, que é básico, porque nos espaços entre os dentes a escova não penetra. Se tivéssemos mais enxaguatórios bucais, isso com certeza reduziria problema gengivais. Os problemas de gengiva são sérios porque acarretam problemas também em outros órgãos do paciente. Com isso eles têm suscetibilidade a problemas cardíacos. E as gestantes têm possibilidade até de ter filhos prematuros. Isso é natural, porque a boca faz parte do aparelho digestivo, fonte de entrada de todas as bactérias nocivas ao organismo. Costumo dizer que o sangue que passa nos dentes é o mesmo que passa no fígado e nos rins.
JM - Dizem que é muito grande o número de dentistas no mercado de trabalho. É um problema, uma solução, ou apenas boato? Qual a situação atual?
Cavali - É verdade. E temos hoje no Brasil cerca de 250 mil cirurgiões-dentistas. Não é uma solução para a população porque isso está muito mal distribuído. No Norte e Centro-Sul faltam profissionais. No Sul e Sudeste a oferta é extremamente grande. Então, esses profissionais do Sul e Sudeste se tornam presas fáceis de planos odontológicos e clínicas que não dão o retorno que a população precisa. Para você ter uma ideia, no Paraná temos hoje em atividade cerca de 16 mil cirurgiões-dentistas. Seis mil estão na capital. Mas temos 399 municípios. A maioria dos dentistas está em cidades como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu. E outras localidades não têm nenhum cirurgião-dentista. Precisaria uma ação governamental e política de incentivo para que os profissionais pudessem ir às várias localidades, distribuídos de forma mais equânime. Mas ele [profissional] só terá condições de fazer isso com apoio político governamental. Do contrário, dificilmente ele vai se deslocar. O que pedimos é a criação da carreira de Estado para cirurgião-dentista. O dentista seria então funcionário público com salário compatível, parecido com a carreira de procuradores federais, que começam em cidades pequenas e depois são levados às cidades maiores. Seria a única solução.
Fonte:JM News

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