Apenas os eventos, rifas e as demais ações postadas neste blog serão usados em prol do tratamento do Arthur.

ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR
I Samuel 7.12

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
 
 Assim como as células embrionárias, as células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, em inglês), carregam a mesma informação genética das células doadoras e dão origem a todos os tecidos do corpo, inclusive neurônios

Há cinco anos, o cientista japonês Shynia Yamanaka anunciou um feito que prometia acelerar as descobertas científicas no mundo todo: como uma volta no tempo, ele conseguiu reprogramar células da pele e transformá-las em células semelhantes às embrionárias. assim, foram geradas as primeiras células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, em inglês), em 2008, apontadas como a descoberta científica do ano pela revista Science. elas carregam a mesma informação genética das células doadoras e têm a capacidade de dar origem a todos os tecidos do corpo, inclusive neurônios.
Os pesquisadores notaram que tinham em mãos uma poderosa ferramenta. ao reprogramar as células de uma pessoa autista ou esquizofrênica, por exemplo, seria possível o inimaginável - estudar um neurônio "doente" vivo, investigar as alterações genéticas presentes nesta célula desde a sua gênese e comparar tecidos normais dos afetados pela doença. até então, isso era inviável pela dificuldade de se conseguir biópsias do sistema nervoso central, já que o procedimento é muito invasivo e feito somente em situações especiais. Foi assim que as células iPS se tornaram o modelo precioso para o estudo de doenças neurológicas.


O cientista japonês Shynia Yamanaka conseguiu reprogramar células de pele e transformá-las em células semelhantes às embrionárias
Há quem diga que a técnica poderá ser usada, no futuro, como uma ferramenta de diagnóstico, antecipando o aparecimento dos sintomas e começando os tratamentos mais cedo. além disso, as células são retiradas do tecido já formado, o que contorna um problema ético - o uso de embriões nesse tipo de investigação, que em países como os estados Unidos tem vários adversários, inclusive a igreja católica.
O primeiro estudo de reprogramação em pacientes esquizofrênicos foi feito pelo neurocientista Fred gage, do instituto Salk de estudos Biológicos, nos estados Unidos, e publicado na revista nature. a pesquisa mostrou que as células de pessoas que sofrem de esquizofrenia funcionam de modo distinto de quem não tem a síndrome. esquizofrenia é distúrbio psiquiátrico grave no qual o paciente perde contato com a realidade, emite juízos falsos (delírios), podendo também ter percepções irreais quanto à audição, visão, tato (alucinações), apatia e isolamento social e pensamento desordenado. a doença atinge cerca de 1,8 milhão de pessoas no Brasil.


IPS e câncer

As células IPS carregam alterações que resultam da reprogramação e do tempo de cultura em laboratório. Elas têm mais mutações que as embrionárias, chegando a ter 10 vezes mais mutações que o esperado, incluindo alterações relacionadas a genes envolvidos com o câncer. Apesar de não se saber se isso realmente tem um "impacto" negativo nos modelos celulares, é bom estar ciente de que pode interferir em algumas situações.

Células da pele de quatro pacientes foram transformadas em células semelhantes às embrionárias e, depois, convertidas em neurônios. Os cientistas usaram um tipo de vírus da raiva, que é transportado entre um neurônio e outro (as conexões). Usando esse artifício, eles constataram que os neurônios "doentes" tinham menos ramificações do que os das pessoas sem o distúrbio mental. A função das ramificações é permitir a comunicação entre os neurônios.
A equipe de Gage testou medicamentos normalmente usados para tratar esquizofrenia para analisar como essas drogas agem nos neurônios. O estudo mostra que, ao contrário do que se acreditava, algumas alterações biológicas nos neurônios são independentes da experiência de vida.
Em um estudo recente publicado na revista Cell Transplantation, a equipe do biólogo Stevens Rehen, da UFRJ, também usou a técnica de reprogramação celular para analisar os neurônios de um paciente esquizofrênico. "Constatamos que os neurônios consumiam mais oxigênio que neurônios normais. Esse excesso de oxigênio acaba sendo responsável pela produção de radicais livres, com prejuízos para o funcionamento da célula", disse. Outros estudos feitos em cérebro após a morte já sugeriram esse efeito - o estresse oxidativo.

Fonte: Portal Ciência & vida


Estudo realizado no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) mostra como as células-tronco podem ajudar no tratamento da Distrofia Muscular de Duchenne. Essa é uma doença genética causada pela deficiência na produção da distrofina (proteína importante para a célula muscular esquelética, pois é responsável por manter a integridade da membrana celular).
O fisioterapeuta Carlos Hermano da Justa Pinheiro estudou camundongos geneticamente modificados para apresentarem a distrofia e constatou que a aplicação de célula-tronco mesenquimal (um tipo de célula-tronco adulta) influencia diretamente no mecanismo que rege a inflamação no músculo com distrofia, diminuindo a mesma. “Isto parece estar mais associado à melhora no quadro clínico do que a diferenciação das células-tronco em células musculares esqueléticas”, revela o pesquisador.
Pacientes com distrofia muscular são suscetíveis a lesões induzidas por atividade contrátil. Ao contrário do que muitos acreditam, essas pessoas nascem sem nenhuma lesão aparente e, à medida que vão se desenvolvendo, a musculatura começa a se degenerar, sendo então preenchida por tecido fibroso, o que resulta na perda da função muscular.
Pinheiro diz que dentre as estratégias promissoras no tratamento da distrofia muscular está o rejuvenescimento do microambiente muscular por meio da terapia gênica para aumento da formação de novos vasos sanguíneos no músculo afetado.
O pesquisador explica, também, que terapia gênica é a inserção de genes no tecido com o objetivo de suprir deficiências.
No estudo, Pinheiro observou o aumento na formação de novos vasos sanguíneos, a redução na formação de tecido fibroso, diminuição da inflamação muscular e preservação da massa e da força muscular nos camundongos tratados com células-tronco. O pesquisador acredita que essas descobertas poderão ajudar no tratamento da doença no futuro.

   Divulgação
A empresa norte-americana Cellular Dynamics International anunciou que conseguiu criar os primeiros neurônios feitos a partir de células-tronco com a qualidade, quantidade e pureza necessária para uso científico e comercial. A intenção é que eles sejam comprados por pesquisadores e indústrias farmacêuticas para serem usados em pesquisas de neurociência, como estudos de neurotoxicidade e o desenvolvimento de novas drogas.

Para criar os neurônios, os pesquisadores usaram células-tronco pluripotentes induzidas. Essas células funcionam como as células-tronco embrionárias, pois podem se transformar em qualquer tecido do corpo humano, mas não são feitas a partir de nenhum embrião. Elas são formadas usando células comuns do corpo humano, com a adição de genes encontrados nas células embrionárias.


Fonte: Galileu
terça-feira, 20 de dezembro de 2011


No Natal comemora-se o nascimento de Jesus, o Emanuel, o Deus conosco, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Príncipe da paz, o pai da eternidade.

Natal não é entrega de presentes nem enfeites feitos em árvores e casas; mas a comemoração dAquele que nasceu numa manjedoura e entregou a sua vida para que tivéssemos vida, Deus que se fez homem para morrer por pessoas que não mereciam tão grande expressão de amor.

O verdadeiro Natal é comemorado por pessoas que deixaram Jesus nascer em seus corações, isto é, pessoas que confessaram seus pecados, arrependeram-se e foram regenerados pelo sangue de Jesus. Pessoas que hoje tem uma nova vida e vivem não mais para sim mesmas, mas com, por e para Jesus Cristo. É quando o verdadeiro enfeite não está em coisas exteriores, mas no íntimo de um coração limpo de toda sujeira do pecado.

Natal é tempo de paz. Mas não uma paz que é proclamada somente neste período, e sim uma paz que deve ser vivida e proclamada a todos em todo tempo. Não apenas uma paz entre os homens, entre as nações, mas primeiramente a paz com Deus de pessoas que se achegam a Ele como filhos obedientes e fieis que procuram estar no centro da Sua vontade.

Natal é tempo de manifestar aos familiares, aos amigos, ao mundo que o melhor presente é ter Jesus no coração.

Natal é tempo de glorificar o Deus que nos criou, exaltar seu santo Nome, adorar o Deus Excelso, louvar Aquele que não poupou seu único Filho por amor de nós.

boas festas... com Jesus sempre!!

São os mais sinceros votos da minha familia abençoada para a sua♥

O que você estava fazendo quando tinha 17 anos? Jogando videogame? Matando aula? Fumando escondido?

A menos que você tenha respondido “curando o câncer”, prepare-se para se sentir um fracassado em comparação com Angela Zhang.
A garota da Califórnia – nos seus impressionantes 17 anos de idade – acaba de ganhar 100.000 dólares (cerca de 180 mil reais) no Grande Prêmio de Matemática, Ciência e Tecnologia do Concurso da Siemens com o projeto “Design da liberação de drogas guiada por imagem e controlada fototermicamente através de um nanosistema multifuntional para o tratamento de células-tronco cancerosas”.
É ainda mais impressionante quando você entende o que esse título realmente significa: basicamente, Angela criou uma nanopartícula que mata células cancerosas.
Ela disse que a partícula melhora os tratamentos atuais contra o câncer porque oferece uma maneira de entregar a droga diretamente nas células tumorais, sem afetar as células saudáveis ao redor delas. A partícula também é capaz de liberar uma droga quando ativada por um laser.
Sua criação está sendo anunciada como um “canivete suíço no tratamento do câncer”, porque tem muitos usos potenciais diferentes.
Como é frequentemente o caso com esses tipos de inovações, ainda está muitos anos longe de ser usada em pacientes reais, mas ainda é um grande feito, especialmente para uma adolescente.
A vitória de Angela não veio sem dedicação. Ela trabalhou nestas nanopartículas desde 2009 e passou mais de 1.000 horas no projeto. Sua pesquisa foi estimulada pela morte de seu avô e bisavô, ambos de câncer. Tudo o que a garota pudesse fazer para impedir a doença de matar mais pessoas, ela queria fazer. E parece que conseguiu.

Fonte: hypescience
Pesquisadores brasileiros estão testando um jeito inusitado de investigar as células-tronco pluripotentes, capazes de formar qualquer tecido do organismo adulto. Eles querem entender o que acontece com elas no nível mais básico: o dos átomos.

O grupo, formado por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), acaba de mostrar que a ideia é viável em artigo na revista científica "PLoS One". 

O que eles fizeram foi basicamente submeter células-tronco de camundongos e de humanos aos raios X do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas.

A radiação emitida no laboratório é capaz de produzir dados precisos sobre a composição atômica das amostras que atinge -e, no caso das células, sem alterar sua composição, o que é muito importante.

O que os cientistas viram por enquanto é que, conforme as células começam a se especializar e a se transformar em neurônios, seu conteúdo atômico se altera.

Elas ganham grandes quantidades de metais como o cobre, enquanto outros elementos químicos, como o fósforo e o enxofre, ficam polarizados, ou seja, concentram-se em cantos específicos da célula em transformação.

"Agora, o que a gente quer fazer é comparar células derivadas de pessoas saudáveis com as de pacientes com doenças mentais, por exemplo", diz um dos autores do estudo, Stevens Kastrup Rehen.

"Pode ser que variações nos elementos químicos das células tenham relação com erros na diferenciação [especialização] dos neurônios. E isso teria um impacto na origem da doença", explica.

Fonte: cidadeverde.com
Pesquisadores americanos anunciaram nesta segunda-feira que descobriram como manter células cancerígenas vivas em laboratório, uma notícia que gera expectativas entre os cientistas acerca de uma possível descoberta que possa transformar o tratamento do câncer.
Até o momento, a comunidade científica era incapaz de fazer com que as células cancerígenas se desenvolvessem por muito tempo em condições semelhantes ao corpo humano. Os cientistas utilizavam tecidos de biópsia congelados para fazer o diagnóstico e recomendar um tratamento. O avanço aumenta a esperança de que algum dia os cientistas consigam experimentar remédios em laboratório para matar o câncer nas células cancerígenas de uma pessoa, antes de oferecer ao paciente uma terapia mais adequada.
"Isso será o máximo para a medicina personalizada", afirma o principal autor da pesquisa, Richard Schlegel, presidente do departamento de patologia do Georgetown Lombardi Comprehensive Cancer Center. "Os tratamentos serão específicos para seus tecidos. Obteríamos tecido normal e cancerígeno de um paciente em particular e selecionaríamos a terapia específica", afirmou Schlegel à AFP.
"Estamos realmente emocionados com as possibilidades do que possamos fazer com isto", acrescentou. O método, descrito na edição online da revista científica American Journal of Pathology, parte de um simples método utilizado na pesquisa com células-tronco, disseram os especialistas. Utilizando esta técnica, que combina células alimentadoras de fibroblasto para manter o tumor vivo e inibidores Rho-quinasa (ROCK) para permitir que se reproduzam, mantiveram-se vivos diversos tipos de cânceres de pulmão, mama, próstata e cólon por um período de dois anos.
Quando tratadas com ambos, tanto as células normais quanto as células cancerígenas voltaram a um estado de "células-tronco", disse Shlegel. Isso permitiu aos pesquisadores comparar diretamente as células vivas, pela primeira vez. Os dois elementos haviam sido previamente separados em pesquisas com células-tronco, de acordo com David Rimm, professor de patologia da Universidade de Yale, que escreveu um comentário que acompanha o artigo.
Rimm alertou que é necessário demonstrar o processo para que outros laboratórios possam reproduzir os resultados e que as tentativas de usar diferentes terapias que matam as células cancerosas deixaram de ser "apenas especulação". Se outros cientistas puderem reproduzir as experiências - já existem três laboratórios nos Estados Unidos que trabalham com isso -, o avanço poderá ser o prenúncio de uma transformação há muito esperada na maneira como as células cancerígenas são estudadas.
O estudo foi publicado depois de dois anos de pesquisa em colaboração com cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e foi financiado pelo NIH, o departamento de Defesa, a Universidade de Georgetown e o Instituto Nacional do Câncer. "Um tumor de um paciente é diferente do câncer de outro paciente e esta é uma razão importante falada por tantos ensaios clínicos", informou Marc Symons, cientista no centro da Oncologia e de Biologia das Células no Instituto Feinstein de Investigação Médica de Manhasset, em Nova York.
"Acredito que é justo dizer que revoluciona a forma como pensamos os tratamentos de câncer", acrescentou Symons, que não participou da pesquisa. O câncer é a principal causa de morte no mundo e responsável pelo falecimento de 7,6 milhões de pessoas em 2008, segundo os últimos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Terra
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
 



Diversos estudos científicos mostram que o tratamento com células-tronco adultas obtidas da medula óssea e do tecido adiposo pode, muitas vezes, atenuar ou mesmo reverter sinais e sintomas de algumas doenças crônicas, incluindo as distrofias musculares.
 No Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, uma pesquisa realizada pelo fisioterapeuta Carlos Hermano da Justa Pinheiro apresenta resultados inéditos que ajudam a compreender como ocorre essa melhora no quadro clínico.
 Pinheiro estudou camundongos geneticamente modificados para apresentarem distrofia muscular de Duchenne, doença genética causada pela deficiência na produção da distrofina, proteína muito importante para a célula muscular esquelética, pois mantêm a integridade da membrana celular. “Nosso estudo constatou que a aplicação de célula-tronco mesenquimal [um tipo de célula-tronco adulta] influencia diretamente no mecanismo que rege a inflamação no músculo com distrofia, diminuindo a mesma. E isto parece estar mais associado à melhora no quadro clínico do que a diferenciação das células-tronco em células musculares esqueléticas”, revela o pesquisador.
 Pacientes com distrofia muscular são suscetíveis a lesões induzidas por atividade contrátil. Eles nascem sem nenhuma lesão aparente. À medida que vão se desenvolvendo, a musculatura começa a degenerar-se e vai sendo preenchida por tecido fibroso (fibrose) com consequente perda na função muscular. “O quadro inflamatório crônico no músculo distrófico tem efeito negativo para a massa muscular levando à atrofia. É como se o músculo esquelético envelhecesse precocemente devido a sucessivas tentativas de reparo do tecido danificado”, conta. “Dentre as estratégias terapêuticas promissoras para distrofia está o rejuvenescimento do microambiente muscular por meio da terapia gênica para aumento da formação de novos vasos sanguíneos no músculo distrófico”, explica. Terapia gênica é a inserção de genes no tecido visando suprir deficiências.


Na pesquisa de Pinheiro, foi observado que os animais tratados com células-tronco apresentaram aumento da formação de novos vasos sanguíneos, redução na formação de tecido fibroso, diminuição da inflamação muscular e preservação da massa e da força muscular.
Segundo o fisioterapeuta, a grande pergunta envolvendo esta questão é: “As células-tronco injetadas no músculo esquelético se diferenciam em células musculares esqueléticas ou exerceriam também alguma outra função local no tecido muscular distrófico?”. De acordo com o fisioterapeuta, muitos estudos já demonstraram que as células-tronco adultas restauram a expressão de distrofina em modelos experimentais de distrofia muscular. “Porém, o mecanismo que leva à melhora clínica poderia envolver outros efeitos das células-tronco além da formação de novas fibras musculares sem a deficiência que resulta na distrofia”, contextualiza.
 
Tratamento com células-tronco
 

A média de vida de camundongos gira em torno de dois anos. Os que foram usados na pesquisa, camundongos mdx, apresentavam grande comprometimento da produção de força muscular entre 6 e 12 meses de vida. “Foi nesse período que investigamos o efeito do tratamento com células-tronco mesenquimais nos animais distróficos”. Pinheiro utilizou um sistema de avaliação da função muscular (produção de força muscular dos animais) onde a inervação e a circulação sanguínea estão preservadas.
O pesquisador trabalhou com células-tronco obtidas do tecido adiposo de outros camundongos sem distrofia, que foram isoladas e cultivadas. “Trabalhamos com células-tronco mesenquimais pois elas podem ser isoladas de tecidos específicos como medula óssea, tecido do cordão umbilical e tecido adiposo. Neste último caso é fácil obter material proveniente de lipoaspiração.”
Pinheiro realizou vários experimentos, trabalhando com grupos que variaram de 8 a 12 animais. Foram aplicadas 4 injeções de células-tronco, uma vez por semana, durante 4 semanas. As aplicações foram realizadas dentro do músculo gastrocnêmio, que fica na região conhecida como “batata da perna”. Em humanos, esse músculo é importante para a postura em pé e para marcha; nos animais, para o impulso da passada. Na outra pata dos camundongos, foi aplicado placebo. Após uma semana do final do experimento, o pesquisador avaliou a função contrátil do músculo esquelético que recebeu as injeções de células-tronco, assim como do músculo da outra pata (que não recebeu as células) e as comparou com animais sem distrofia muscular.
“Nos animais que receberam injeções de células-tronco foi constatado que a perda da função muscular era insignificante quando comparado aos animais sem distrofia. Detectamos um aumento do conteúdo de marcadores de regeneração muscular, indicando formação de tecido muscular novo. Entretanto, esse aumento foi bem discreto diante da grande melhora observada na função muscular, sugerindo o envolvimento de outros mecanismos”, revela o pesquisador. “O aumento desses marcadores poderia ter sido ocasionado por duas razões: as células-tronco aplicadas se transformaram em células musculares esqueléticas, ou elas acabaram por estimular a regeneração espontânea do tecido muscular. Então resolvemos investigar esses achados”, relata.
 
Efeito na inflamação
 

Nesta investigação, Pinheiro constatou que, nos músculos tratados com células-tronco, alguns marcadores inflamatórios, como o conteúdo de citocinas pró-inflamatórias (como TNF-alfa e interleucina-6) e as espécies reativas de oxigênio (EROs), estavam diminuídos. Também houve aumento de citocinas anti-inflamatórias (interleucinas 4 e 10). O fisioterapeuta constatou ainda maior conteúdo de macrófagos M1, que “limpam” a área inflamada e soltam substâncias que vão ajudar a reparar o tecido lesado. “Essas células do sistema imune são importantíssimas para a regeneração do músculo esquelético, pois aceleram esse processo”, comenta. Houve também uma redução no conteúdo de TGFB1 (fator de crescimento transformante b1), que sinaliza para os fibroblastos proliferarem e acelerarem a formação do processo fibrótico.
Ao mesmo tempo, foi verificado um aumento do conteúdo do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que, ao ser liberado no músculo, estimula o crescimento de novos vasos sanguíneos. “Na distrofia muscular de Duchenne, o efeito terapêutico do aumento de VEGF no músculo esquelético é bem demonstrado por meio da terapia gênica”, conta o fisioterapeuta. De acordo com o pesquisador, esses resultados podem auxiliar na compreensão do efeito terapêutico das células-tronco mesenquimais.
Um artigo sobre o tema, Local Injections of Adipose-Derived Mesenchymal Stem Cells Modulate Inflammation and Increase Angiogenesis Ameliorating the Dystrophic Phenotype in Dystrophin-Deficient Skeletal Muscle, foi publicado na edição de agosto da revista Stem Cell. A pesquisa do fisioterapeuta, que é bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), tem orientação do professor Rui Curi, do ICB, e previsão de defesa em 2012.

Fonte: FarolCom

Tradutor

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